É comum achar que um vinho fechado com screwcap (ou tampa de rosca) não tem tanta qualidade do que o vinho com rolha de cortiça.

Na verdade, a tampa de rosca e a rolha não interferem em nada no sabor, textura ou aroma de um vinho de consumo imediato, ou seja, aquele que já sai da vinícola pronto para ser consumido, com cerca de 5 anos de safra. “No dia a dia, tanto a rolha quanto a rosca protegem o vinho.” A rolha de cortiça, extraída da árvore sobreiro, surgiu em meados do século 14, quando o vinho passou a ser armazenado em garrafas de vidro. Ela é primordial em vinhos de guarda. “A rolha permite a micro-oxigenação do vinho. Esse pequeno contato com oxigênio favorece o amadurecimento e envelhecimento saudável do vinho, e assim ele evolui.

A screwcap foi criada nos anos 1960 e nada mais é que uma cápsula de metal com ranhuras que tornam possível abrir e fechar garrafas. Por ser mais acessível e prática, ela se tornou tendência em todo o mundo e é principalmente utilizada em vinho branco e rosé, que são mais jovens e frescos. Mas hoje são também utilizadas em garrafas de vinho tinto.

A screwcap é utilizada em garrafas de vinhos mais baratos e mais jovens, mas ainda existe muito preconceito com a screwcap no Brasil e muitos fabricantes utilizam a rolha de cortiça para não perder o consumidor. Isso acaba encarecendo o produto, já que a rolha é mais cara que a tampa de rosca.

A escolha entre os 2 tipos de fechamento não deve ser sobre qualidade, mas sim sobre a proposta do vinho; se é um vinho de consumo imediato ou uma bebida de guarda.

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